O tempo não pára?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010
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Regressámos ontem da terra da minha Avó paterna, lá bem em cima, perdida no meio de Trás-os-Montes …

Não moraria lá, porque aquela pacatez não se adequa de modo nenhum à minha maneira de ser, mas gosto de lá estar uns dias, absorver a simplicidade do quotidiano, observar um dia-a-dia tão diferente do meu e acima de tudo mimar e ser mimada pela minha única Avó, que apesar de ter mais de 90 anos, está sempre atenta e tem sempre resposta pronta :-)

Desta vez o que nos levou lá, foi o casamento do meu afilhado…Pela primeira vez fui ontem Madrinha de Casamento…okay, não é um papel tão relevante como o da noiva, mas fui “euzinha” que lhe coloquei os botões de punho e o alfinete na gravata (“ah pois éeee”… queria ver como é que se safavam sem mim!)…

Parece que foi há pouco tempo que o baptizei e agora vejo-me perante um rapagão de metro e noventa a tratar-me por madrinha e a beijar a sua jovem esposa no altar…estou velha!

O meu pai e alguns tios vieram morar para a Grande Lisboa ainda jovens, por isso a maior parte dos convidados do noivo fizeram a bendita viagem de 4 horas e tal para estarem presentes no casamento.

Conforme o dia de Sábado ia passando iam chegando os primos que apesar de morarem a poucos quilómetros de mim já não via há …anos? … É nestas alturas e noutras menos boas que nos juntamos todos, actualizamos novidades…Constato que os bebés que vi há pouco tempo na maternidade estão já na 1.ª classe…

Dou comigo a conversar com “miúdos” que recordo a fazer birras, a entornarem chocolate quente, a construir legos e a cair da bicicleta…e quando dou por mim apercebo-me que um tem namorada já há bastante tempo, outra caminha para os 30 anos e deixou as bonecas há anos e não a semana passada conforme me recordo…

Dá-me um aperto no coração, uma angustia inexplicável, ver o tempo assim a passar por mim, e quero para-lo, ali, imediatamente, quero a minha adolescência de volta e voltar a vê-los pequenos…acho prematuro terem a carta, namorarem, casarem…

Oh caraças…o tempo não pára pois não?

5 zum-zun(s):

turbolenta Says:
16 de agosto de 2010 às 12:52

O tempo passa tão depressa! e o pior é que ninguém o pode parar. É a lei da vida.
Lembro-me que nos tempos de estudante os dias corriam lentos.Tinham mais que 24 H.Custavam a passar. O ano lectivo nunca mais chegava ao fim. As férias eram tão longas.
Depois...tudo muda tão de repente.
Sentimos que o tempo passa por nós mais rápido que queríamos. Olhamos para trás e vemos que podíamos ter feito coisas que na altura nem nos passavam pela cabeça fazer.
À medida que o tempo passa ,acho que todos, sem excepção, gostaríamos de voltar atrás, quanto mais não fosse uma dúzia de anos. Queremos recuperar o tempo perdido. Não raras vezes pensamos que já temos menos anos de vida. Quantos mais vivemos?
Então...há que vivê-los ao máximo.
Uma coisa que eu reparo é que,nÃO SÓ AS MULHERES,mas quando se chega ao patamar dos 40,a pessoa tem tendência a, inconscientemente, não querer ou reconhecer a verdadeira idade que tem. Sente-se ainda bem.Sente-se jovem.Por isso, muitas vezes incorre em excessos que os outros reparam e que, no fundo, não ficam muito bem.
Já reparaste que é nessa idade que vemos na rua as mulheres dessa idade vestidas com roupa menos apropriada para a idade e o físico que têm?
Ainda ontem vi uma que costuma vir aqui ao café. Tem uma filha com 24 anos.Ela deve ter ,pelos menos 45. É gorda e mal feita....Jesus! pois andava com uns calções com uma virola,tão curtos que squase se lhe viam as bochechas do rabo.Uma t shirt justa, de alças, sem soutian e com as mamas descaídas. Todos repararam. Mas ela parecia toda feliz por exibir o seu belo físico e linda fatiota tão adequada a dias quentes.
Isto é sintomático da recusa em aceitar o passar do tempo. Parece que não existem espelhos em casa das pessoas.É a idade em que tentam arranjar namorados uma dúzia de anos mais novos, como se isso lhes desse a juventude perdida.Acabam,muitas delas,por cair no ridículo.
Mas claro que, conforme escreveste, todos crescemos.Todos seguimos a nossa vida. Muitos acabam por constituir família, serem pais e repete-se a história do passar de gerações.
Pois eu este fim de semana também tenho um casamento em Aveiro.
Ora aí está: uma criança que me lembro de andar de calções e a jogar á bola e ao berlinde com os meus filhos.Como não podia deixar de ser também este ano há casamentos e baptizados na família. São as tais despesas anuais a que já me habituei... Mas bom seria,para a minha carteira, que esta juventude não pensasse em casar.
lol lol
beijos
alonguei-me.desculpa

Liliana Says:
16 de agosto de 2010 às 13:12

Era tão bom podermos parar o tempo...
Aliás nós deviamos ter o controlo sobre o tempo... andar para trás para os momentos em que realmente nos sentimos felizes, e andar para a frente para os momentos tão ansiados e tão desejados...
Isto sim seria o Paraiso...

Luazzinha Says:
16 de agosto de 2010 às 19:26

é engraçado... existem coisas em que sou muito parecida contigo...
Quando penso que tenho 29 anos e que em 2011 ja terei 30 anos... fico parva... pois eu nao me sinto com essa idade... sinto que sou uma menina ainda com 22/23 anos mas apenas com mais responsabilidades e marido :)
é estranho ver os meus primos que agora ja estão com cara de quase adultos.... e ver as minhas primas vais velhas ja com 40 anos...
A minha vontade era realmente que o tempo parasse na altura em que tinha todos os que amo vivos e aí sim podia para o tempo :D
Com quase 30 anos olho para trás e faço a pergunta... SERÁ QUE APROVEITAS TE OS QUASE 30 ANOS DE VIDA??

Framboesa Says:
17 de agosto de 2010 às 11:23

Turbo Ui se sei do que falas!Ehehehe...como se a aparencia das pessoas mudasse a vivencia das mesmas, não é?mas do que eu falo nem tem tanto a ver com o passar dos anos..tem mais a ver com um certo desperdiçar de relações, que encontro esporadicamente e fico a pensar...será q estou mesmo a aproveitar tudo?...enfim... :-)

Lili Já falámos sobre isso e acho q estamos a ficar umas cotas lamechas ...snif!Mas a vida é assim e na volta assim é que faz sentido :-)


Luazzinha essa resposta atropela-me os pensamentos e a alma...pois não sei Andreia...Será? E sim, eu tb sou uma adolescente de qse 33 anos, e parece q só eu fiquei para trás...ora bolas! :-)))

Framboesa Says:
17 de agosto de 2010 às 11:23
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