Sentir-me viva

quarta-feira, 5 de março de 2008
Ontem enquanto fazia zapping ao serão (como não tenho piano tenho que exercitar os dedos em alguma coisa...) parei no People n' Arts e vi um pouco do programa Extreme Makeover Home Edition...Gosto de ver este programa, de toda a dinâmica da equipa e especialmente dos resultados e normalmente fico sempre a pensar nas casas que eles modificam totalmente, nas decorações fantásticas e a fazer "bah e mais bah" para os meus cortinados da sala e cristaleira...

Desta vez não foi a casa recentemente remodelada que me ficou na ideia.Foram as pessoas por detrás da casa.


Uma família feliz, um casal jovem com filhos pequenos, ainda a construirem o seu lar, que se vê de um momento para o outro na terrível situação de enfrentar uma doença incurável. A esposa/mãe acabou por falecer e a ideia seria criar a casa familiar com que ela sonhara.


A melhor amiga desta mulher queria ilustrar o quanto ela era uma pessoa especial e mostrou á equipa imagens do seu recente casamento, de há apenas dois meses em que a tal senhora dançava, ria, de um modo tão iluminado e bonito...

Nessa altura, ela já sabia que não lhe restava muito tempo de vida e no entanto estava ali a expressar-se pela dança, pela alegria...Tal como a equipa de decoração comentou, houve uma altura em que ela abraçou a noiva, a sua melhor amiga, tão, mas tão fortemente e era tão triste pensar que aquele abraço era como uma despedida e acima de tudo uma ironia do destino:a noiva começava uma vida nova e a amiga despedia-se da sua vida...


Fiquei muito comovida.


Não quero sequer imaginar o que será sentir que temos que nos despedir da nossa vida...Não é algo pelo qual alguém devesse passar um segundo que fosse...Senti um aperto enorme ao vislumbrar apenas por momentos, que eu tivesse que me despedir do meu querido marido, da minha família e amigos e de tudo o que de maravilhoso a vida me dá todos os dias...E mesmo as coisas menos boas...O que seria de mim se tivesse que me despedir de tudo isto, sem direito a retorno?


Fiquei com isto na ideia e senti-me muito grata e com um poder enorme...com as baterias recarregadas e com a sensação que cada minuto que tenho deve ser absorvido...Sei que parecem clichés...mas senti mesmo isso...senti-me tão, tão viva!...

bjs, Framboesa

8 zum-zun(s):

karoxinha Says:
5 de março de 2008 às 11:18

Olá

é nestas alturas que percebemos o quanto os nossos "azares" e "desgostos" são infimos comparando com essas vidas... e como a dela existem milhões, as quais nós "esquecemos" diariamente...

Eu não suporataria ter que me "despedir" das minhas filhas para nunca mais vê-las, ou pelo menos abraçá-las, seria uma dor insuportável... fikei de lagrima no olho... e muitos dirão q a vida é assim... eu digo, porque é que a vida tem que ser assim???

foi lindo da parte da amiga fazer o que fez... trazer ao que restou da familia o q de melhor havia na mãe-esposa... lindo mesmo... que sentimentos maravilhosos...

bjinhos karinhosos a agradecer pela minha humilde vida
karoxinha

Luazzinha Says:
5 de março de 2008 às 12:43

esse tipo de programas deixam me arrasada... choro choro, mas no final faço como tu... coloco em pratica! dou graças a Deus por todas as coisas boas e tb pelas más que me têm feito crescer e sentir viva :)
Acho que aprendermos com os exemplos dos outros é saudavel!
e já agora... um sorriso pra ti... nao como despedida mas sim como continuação da nossa amizade :D
bjs

Estela Says:
5 de março de 2008 às 12:52

Olá!
Também tenho por habito ver esse programa, sempre que o zapping me leva até ele...e raras são as vezes em que não termino com as lágrimas a correr, pois são quase sempre histórias tristes, acontece-me muito nesse e no da Oprah...

É um fatcto que muitas vezes nos queixamos de barriga cheia, por pequenas coisas, comparadas com o que falas!

Beijinhos

Sarapatica Says:
5 de março de 2008 às 13:06

Oi fofinha, esses programas poem-me sempre em lágrimas, sempre....e de facto faz pensar. O meu primo tb sabia que ia falecer, depediu-se , quiz ir para perto dos pais de quem esteve longe mtos anos e disse que ia feliz...temos que nos agarrar a algumas palavras e conformarmo-nos....Um beijinho especial.

Luna Says:
5 de março de 2008 às 15:39

sabes, é com situações como essas que pensamos mais e acabamos por valorizar aquilo que temos... eu, vou-te ser sincera, já pensei mtas vezes q o melhor era n estar viva (em tempos de mais desespero) mas qdo temos alguma coisa por mais pequenina que possa ser, mas q para nós tem um significado especial e nos faz feliz é mto dificil querermos e pensarmos q um dia tudo se vai... aproveita cada momento q tens!
beijinhos

_+*A.Elite in Paris & Montpellier*+_ Says:
5 de março de 2008 às 16:03

Num outro canal (claro) costumo ver esse programa 2x / semana ca em França. Os casos sao sempre muito comoventes (tb faz parte do marketing deles) mas confesso que ja tem em mim com lagrimas nos olhos por vezes.

Sei que apenas falamos via blog, mas nunca me deixaste uma mensagem de baixo moral no meu blog, o que mostra que estas sempre na de cima, o que é tao bom para mim. As vezes estou na escola ou sozinha em casa e leio a tua mensagem e sorrio.

Sera que nos poderemos encontrar quando for a Portugal?

Beijo meu,

A Elite

Ana Garras Says:
7 de março de 2008 às 20:04

Também costumo ver esse programa e em cada um deles acabo sempre por chorar, existe cada história e penso sempre que bem que eu estou por não ter de passar pela pobreza e pela doença.

Cristina Says:
8 de março de 2008 às 12:56

é nestas alturas que sabemos dar o valor ao que temos, e o quanto é importante termos a nossa saúde...